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Ask a Pro...

Tudo o que sempre quis saber sobre… PEDIATRIA




Este mês na nossa rubrica “Ask a Pro: Tudo o que sempre quis saber sobre…” entrevistamos a Dr.ª Inês Claudino, pediatra, recém-mamã e criadora da página @dona_bebe_.



Licenciada em Medicina, a Pediatria nem sempre foi a sua paixão, como foi esse percurso?

Eu fiz Medicina em Espanha e é engraçado porque quando entrei tinha na cabeça que queria ser Cardiologista. O coração fascinava-me! Mas quando dei Cardiologia fiquei muito dececionada. Foi só nessa altura que comecei a ter a mente aberta para outras especialidades. Quando fiz a rotação de Pediatria, assisti a um parto e foi a melhor experiência do mundo! Naquele momento soube que teria de escolher Pediatria como especialidade!

E depois disso como foi?

Quando acabei o curso fui para Madrid tirar a especialidade no Hospital La Paz, uma referência mundial em Pediatria. Foi excepcional!

No último ano faz-se uma subespecialização e eu escolhi Infecciologia (Doenças Infecto-contagiosas). Sempre tive muita curiosidade sobre as doenças tropicais e fazia todo o sentido fazer um estágio num país onde houvesse muita prevalência das mesmas. Escolhi Moçambique. Já tinha passado também por Londres (Great Ormond Street Hospital) e pelos USA (Hospital de Rochester) mas foi Moçambique que me cativou.

Quando terminei Pediatria fiquei 7 meses em Lisboa a trabalhar em diferentes hospitais e depois voltei a Maputo. Estive 2 anos no ICOR (Instituto do Coração) onde senti que fazia a diferença! ️

Como tem sido conciliar a maternidade com a Pediatria?

Por um lado, ser Pediatra é uma vantagem na maternidade porque em termos de saúde, sabemos o que esperar. Por outro lado, é difícil porque queremos fazer tudo “by the book” e isso é impossível.

E é verdade ou mito que “em casa de ferreiro espeto de pau”?

Acho que no meu caso esse ditado não é o que mais se aplica, eu diria que é o “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”!

Mas, em todo o caso, quando se é mãe além de se ser Pediatra, fica-se mais tolerante com certos comportamentos e compreende-se o cansaço, o medo, o desespero e a preocupação que vemos nos outros pais!

Foi ao ver essa preocupação que surgiu a ideia de criar a página de Instagram @dona_bebe_?

Sempre gostei de escrever e era algo que eu já tinha em mente, mas que acabou por nunca se concretizar provavelmente por falta de tempo. Quando a bebé C nasceu, senti que era a hora de pôr em prática este projecto!

Vê-se agora também no papel de mãe da bebé C... Que dicas daria a alguém que está na mesma situação?

Evitar dar ouvidos a palpites! Está a fazer o melhor que pode e não tem que ser uma super-mulher! Numa vertente mais prática diria para evitar visitas em casa durante o primeiro mês, pois é o tempo ideal dos pais e dos bebés se adaptarem uns aos outros; bola de Pilates é óptima para acalmar e até adormecer os bebés; aprender a fazer uma boa massagem abdominal ao bebé é muito importante para ajudar a relaxar e com as cólicas; os babetes nunca são demais!!; as fraldas reutilizáveis são excelentes para o ambiente e para a pele do nosso bebé, experimentem, pode ser que fiquem tão fãs quanto eu! ️

E como foi o período das cólicas da bebé C?

A bebé C teve cólicas do lactente até aos 3 meses e as noites mal dormidas fizeram com que a experiência fosse idêntica à de tantos outros pais. As cólicas são devidas a vários factores (gastrointestinais, biológicos e psicossociais) e começam normalmente entre a 2a e a 4a semana de vida do bebé, tendo o seu pico na 6a semana de vida. Desaparecem de forma gradual a partir dos 3-4 meses. Recomendo que leiam o post que fiz sobre o assunto e se tiverem dúvidas não hesitem em perguntar!

Outra das grandes preocupações dos pais são a época de inverno e a entrada para a creche que levam quase inevitavelmente ao aparecimento das primeiras doenças…

No meio médico dizemos que as creches são os “infectários” e não infantários e o tempo mais frio é quando existem mais doenças a circular. O que gostaria de transmitir aos pais é que essas doenças são muito importantes para ajudar a formar um sistema imunitário mais forte nas crianças.

Mas mesmo assim haverá algumas coisas que se podem fazer para prevenir, certo?

A prevenção passa principalmente por adiar a entrada na creche dos bebés mais pequenos porque é neles que há mais complicações.

E planos para o futuro?

Enquanto estive em Lisboa, até ter a bebé C, trabalhei no Hospital de Torres Vedras, mas o objectivo foi sempre voltar a África e a Moçambique, país que tem um lugar muito especial nos corações de todos cá de casa.


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